"Bem-aventurada a que creu, porque serão cumpridas as palavras que lhe foram ditas da parte do Senhor" Lc. 1.45.

Violência contra a Mulher

No Dia Internacional de Combate à Violência contra as Mulheres, comemorado em 25 de novembro, quero trazer essa reflexão para as amigas que frequentam o blog, pois infelizmente dentro das nossas igrejas, várias mulheres enfrentam esse tipo de agressão.

Entre 2006 e 2009 aumentou de 51% para 55% o número de pessoas que declararam conhecer ao menos uma mulher que já sofreu ou sofre agressões de seu parceiro ou ex. O dado é um dos resultados da pesquisa Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil realizada pelo Instituto Avon e pelo Ibope, apresentada no começo deste ano.

O levantamento apontou ainda que a maioria da população acredita que educação e mudança de comportamentos são as melhores formas de combater a violência doméstica. Por isso, a preocupação com o assunto vem crescendo e pesquisados de ambos os sexos - independentemente de terem sido vítimas ou não de agressão ,afirmam que a violência contra a mulher dentro de casa é o tema que mais preocupa as brasileiras.

Saiba quais são os principais sinais apresentados por uma mulher que foi ou está sendo vítima de violência. As características vão além das desculpas de quedas e batidas para explicar sinais físicos evidentes, mas outros comportamentos indicam também violência psicológica.

Comportamento suspeito

1) Demonstração de grande tristeza ou depressão

2) Mulher fica mais fechada e passa a falar menos

3) As conversas sobre o cotidiano também desaparecem, incluindo assuntos que não têm ligação com o relacionamento. Isso acontece mesmo se a pessoa já fosse mais tímida, pois passa por um processo de introspecção muito grande. Evita chances de se emocionar, então prefere não falar de assunto nenhum e fica ainda mais fechada .

4) Repentinamente deixa de ter vida social

5) Evita visitas e também a companhia de amigos e parentes

6) Sua aparência torna-se mais desleixada, deixa de arrumar ou de se maquiar

7) As ausências no trabalho tornam-se mais freqüentes

Quatro tipos básicos de violência doméstica

A agressão física inclui comportamentos como puxar, empurrar, segurar, bater ou chutar. Pode ocorrer com freqüência ou não, mas em muitos casos tende a aumentar em gravidade e freqüência com o passar do tempo.

A violência sexual ocorre toda vez que um parceiro impõe um ato sexual indesejado ou recusado pelo outro parceiro.

A violência psicológica inclui afastamento de familiares e amigos, dependência financeira forçada, abuso verbal e emocional, ameaças, intimidação e controle sobre lugares aonde o parceiro pode ir e o que pode fazer.

Os ataques contra a propriedade e animais de estimação podem incluir dano ou destruição de objetos domésticos de valor sentimental pertencentes à vítima, atingindo paredes, maltratando ou matando bichos de estimação, e também constituem violência doméstica.

Perfil de mulheres maltratadas e seus agressores

As mulheres espancadas são tão diferentes umas das outras quanto as que não sofrem violência. Vêm de todas as esferas da vida, todas as raças, níveis de escolaridade e religiões. Qualquer pessoa que conviva com um dos padrões de abuso mencionados acima é vítima de violência doméstica. Podem estar desempregados ou ser profissionais muito bem remunerados. O agressor pode até sustentar muito bem a sua casa, ser um sóbrio e admirado membro da comunidade, e respeitado membro de igreja.

Porque as mulheres permanecem em um relacionamento abusivo

A vítima freqüentemente continua num relacionamento abusivo porque teme que seu agressor se torne mais violento se ela o deixar, assim como ele pode tê-la ameaçado. Muitas temem pela própria vida, e com razão. Podem achar que ele tentará tirar dela os filhos. Podem ter medo de não conseguir, sozinhas, sustentar-se a si e aos filhos. Muitas vezes se sentem constrangidas e envergonhadas de admitir que sofrem violência. Podem permanecer porque necessitam de amor e afeição, e porque temem que ninguém mais as queira.

Talvez, também, tenham procurado ajuda mas foram aconselhadas por bem-intencionados líderes da igreja e amigos a tentar mais um pouco ser uma boa esposa, a orar mais e a ter fé em que as coisas vão melhorar. Ou quem sabe alguém lhes disse que é seu dever cristão continuar com o casamento, por amor aos filhos e sua responsabilidade para com o marido.

Essas abordagens as levam tão-somente a concluir que não há esperança de escape para o seu problema.Muitas precisam de ajuda para entender questões profundas como a compreensão cristã do sofrimento, a submissão mútua no casamento, a diferença entre disciplina e punição, arrependimento que inclua uma mudança no comportamento e a restituição quando for o caso, o perdão como processo e o discernimento que capacitará as pessoas envolvidas a saber se um relacionamento deve ser restaurado ou sua perda lamentada.

As vítimas da violência doméstica precisam entender que o abuso não é culpa sua. Precisam ter a certeza de que não estão sozinhas e que existe auxílio. Necessitam de assistência prática para identificar e acessar os recursos disponíveis. Podem necessitar de proteção e auxílio para processar as questões espirituais que surgem na sua mente.Os agressores também precisam de ajuda para assumir a responsabilidade pela dor que causam na vida de membros da família que deveriam estar contando com seu amor e apoio. Precisam ser considerados responsáveis por seus atos e incentivados a buscar a necessária intervenção profissional para que se produza uma mudança no comportamento, se é que há esperança de serem restaurados os relacionamentos.

Mulheres perdem medo de falar e denúncias de violência doméstica aumentam

O número de chamadas para a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) aumentou 32% no ano passado em comparação com 2007. Segundo o coordenador da central, Pedro Ferreira, em 2008 foram feitos quase 270 mil atendimentos. A busca de informações sobre a Lei Maria da Penha, que aumenta a pena para os autores de violência doméstica, cresceu 245%.
PALAVRA ESPECIAL PARA A MULHER QUE SOFREU ABUSOS
Querida amiga, o Senhor, como o Deus "de todas as consolações", oferece seu amor e aceitação. Volte -se para Deus e Ele suprirá suas mais íntimas necessidades. Busque ajuda na sua familia, na sua igreja, ou uma amiga e autoridades civis.
Embora voce esteja enfrentando momentos deseperadores, Deus ainda assim oferece o balsámo que cura. Ele apaga o residuo marcado e sangrento que confirma os horrores pelos quais voce passou. Ele está aí para mostrar-lhe como tirar o maximo proveito das enfermidades de ontem. Pegue esses traumas e tragedias e mude de direção.
Não importa aquilo que teve enfrentar,lembre-se de que voce continua aqui. É uma sobrevivente. Fique de pé ao lado de Deus, que a criou como vc é por uma razão. Descanse em Deus, Confie, saiba que voçe é o vaso escolhido por Ele. Ele está esperando para remove-la do seu sofrimento, do seu passado e faze-la entrar em seu futuro.
Se você é mulher e está vivendo uma situação de violência...

Disque 180 - Central de Atendimento à Mulher

Um comentário:

Deyse Shekinah disse...

Paz Adriana.
não sei se é assim a fonte que vc disse, coloquei seu nome em baixo do texto, verifica depois no meu blog. tmb não sei se são aqueles textos, fiquei procurando no seu e os que bateram foram aqueles.
beijo Deus te abençoe

 
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